Nova estrutura regulatória amplia a flexibilidade na criação de produtos de investimento e reforça a importância da tecnologia e da governança na administração fiduciária
A entrada em vigor da Resolução CVM 175 marcou uma das mudanças mais relevantes para a indústria brasileira de fundos de investimento nos últimos anos. Entre as principais novidades está a possibilidade de um mesmo fundo possuir diferentes classes e subclasses de cotas, cada uma com patrimônio segregado, regras próprias e características específicas para atender perfis distintos de investidores.
Na prática, a nova arquitetura permite estruturar estratégias com diferentes políticas de investimento, taxas, prazos de resgate e níveis de risco dentro de um único veículo, reduzindo custos operacionais e trazendo mais eficiência para gestores, administradores e investidores.
Ao mesmo tempo, essa flexibilidade exige uma infraestrutura fiduciária ainda mais robusta. O controle patrimonial, a apuração diária das cotas, o acompanhamento dos limites regulatórios e a gestão das movimentações financeiras passam a ser realizados individualmente para cada classe e subclasse, elevando o nível de complexidade operacional.
Para acompanhar essa evolução, a ID CTVM adaptou sua infraestrutura tecnológica para operar de forma integrada à nova arquitetura regulatória, permitindo a administração de patrimônios segregados com processos automatizados e controles compatíveis com as exigências da Resolução CVM 175.
“A possibilidade de criar classes e subclasses representa um avanço importante para a indústria de fundos, porque amplia a flexibilidade na estruturação de produtos e reduz custos operacionais. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade das instituições responsáveis pela administração fiduciária, que precisam garantir controles cada vez mais precisos e uma governança compatível com essa nova realidade”, afirma Rodrigo Balassiano, executivo da ID CTVM.
Especializada em administração fiduciária e infraestrutura para o mercado de capitais, a ID CTVM vem investindo continuamente em tecnologia e automação para acompanhar a evolução regulatória e oferecer suporte a gestores e investidores em estruturas cada vez mais sofisticadas.
À medida que o mercado brasileiro amplia a adoção da Resolução CVM 175, a combinação entre inovação regulatória, tecnologia e governança tende a consolidar um ambiente mais eficiente, competitivo e preparado para o desenvolvimento de novos produtos de investimento.

