Bolsonaro no STF: Governo Lula projeta nova rodada de sanções dos EUA

Por Diego Rodríguez Velázquez 2 Min de leitura

Imagem meramente ilustrativa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está prestes a enfrentar um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode ter consequências significativas para o Brasil e sua relação com os Estados Unidos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já projeta que a decisão em relação ao julgamento de Bolsonaro vai provocar uma nova rodada de sanções por parte dos EUA.

O julgamento começa na próxima terça-feira, 2, e a Primeira Turma do STF analisará o núcleo central de acusados de suposta tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser o principal articulador, maior beneficiário e autor de supostas ações que buscariam mantê-lo no poder depois da derrota nas eleições de 2022.

A expectativa do governo Lula é de que as sanções dos EUA sejam mais severas do que aquelas aplicadas anteriormente. Isso porque o governo americano já havia imposto restrições a alguns funcionários brasileiros e familiares de Bolsonaro, além de ter congelado ativos de bolsonaristas no exterior. Com a decisão do STF, as sanções podem se estender a outros integrantes da cúpula política brasileira.

Além disso, há em análise em Washington uma série de medidas que poderiam ser acionadas imediatamente pelo presidente Donald Trump. Entre elas estão sanções financeiras a integrantes do STF, novas restrições de vistos e ajustes na lista de produtos brasileiros afetados pela política comercial americana. Essas medidas podem ter um impacto significativo na economia brasileira e no mercado de ações.

A decisão do STF também pode ter implicações políticas para o governo Lula, que já enfrenta críticas por parte da oposição. A expectativa é de que a decisão seja tomada em poucos dias, após as audiências realizadas pela Primeira Turma do STF. O resultado do julgamento pode ser um divisor de águas para a política brasileira e sua relação com os EUA.

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