Como decidir migrar para embalagem retornável?

Por Ramon Belviera 5 Min de leitura
Elias Assum Sabbag Junior

O empresário e especialista em embalagens plásticas, Elias Assum Sabbag Junior, é um dos nomes ligados a um dilema recorrente em operações industriais: trocar embalagens descartáveis por soluções retornáveis, como o plástico corrugado, parece vantajoso no papel, mas nem sempre compensa na prática. Decidir errado nessa migração significa investimento perdido ou embalagens ociosas no estoque, problema que atinge operações de portes variados.

Levantar o volume de giro da operação

O primeiro passo é medir quantas vezes a mesma peça de embalagem circula por mês em um fluxo de transporte fechado, entre fornecedor, cliente e retorno. Operações com giro baixo dificilmente justificam o investimento inicial mais alto de uma embalagem retornável.

Já operações com giro alto, especialmente entre poucos pontos de distribuição, tendem a recuperar o investimento em poucos meses, já que cada ciclo reduz o custo médio por uso da embalagem. Um erro comum nessa etapa é medir o giro apenas no papel, sem confirmar o número real de ciclos observado na rotina de expedição.

Vale ainda mapear quantos pontos de entrega recebem a mercadoria, já que o controle da embalagem fica mais simples quanto menor for esse número. Operações pulverizadas entre muitos destinos costumam perder unidades no caminho, o que reduz o retorno financeiro esperado da migração.

Calcular a distância e o tempo de cada ciclo

A distância entre origem e destino influencia diretamente o custo de retorno da embalagem vazia. Trajetos curtos, com frequência regular de veículos, favorecem a logística reversa necessária para a reutilização.

Em rotas muito longas ou pouco frequentes, o custo do frete de retorno pode anular parte da economia obtida com a reutilização do material, o que exige um cálculo específico para cada rota antes da decisão final. Combinar o retorno da embalagem com cargas de outra natureza, quando possível, costuma reduzir esse custo adicional e viabilizar rotas que, isoladamente, não compensariam, ponto que entra no radar de discussões sobre o setor de embalagens plásticas acompanhado por Elias Assum Sabbag Junior.

Elias Assum Sabbag Junior
Elias Assum Sabbag Junior

Medir a taxa de avaria das embalagens atuais

Operações com alto índice de produtos danificados durante o transporte tendem a ganhar mais com a migração, já que embalagens retornáveis costumam oferecer proteção mais consistente do que soluções descartáveis de baixo custo.

Levantar esse indicador antes da troca permite comparar, depois, se a nova embalagem realmente reduziu perdas ou se o problema tinha outra origem, como manuseio inadequado na linha de produção. Nomes que acompanham esse tipo de diagnóstico no setor de embalagens plásticas, entre eles Elias Assum Sabbag Junior, costumam reforçar a importância de medir antes de comparar depois.

Simular o custo total do plástico corrugado em doze meses

Somar compra inicial, manutenção, perdas por avaria e custo de reposição de embalagens descartáveis ao longo de um ano revela um cenário bem diferente do preço unitário isolado. No caso do plástico corrugado, essa simulação costuma favorecer a embalagem retornável em operações de médio e alto volume.

Vale incluir também o custo de armazenagem das embalagens retornáveis vazias entre os ciclos, item frequentemente esquecido nesse tipo de conta e que pode reduzir parte do ganho projetado inicialmente. Planilhas simples, atualizadas a cada trimestre, costumam bastar para acompanhar essa evolução sem exigir sistemas complexos de gestão.

Decidir com base no ponto de equilíbrio, não no preço inicial

O ponto de equilíbrio indica em quantos ciclos o investimento na embalagem retornável se paga frente ao custo acumulado da opção descartável. Abaixo desse número de ciclos, a migração ainda não compensa financeiramente.

O critério do ponto de equilíbrio, e não o preço da unidade isolada, tende a evitar migrações precipitadas e embalagens compradas sem necessidade real. A recomendação de decidir dessa forma, associada a nomes como o de Elias Assum Sabbag Junior no debate sobre embalagens plásticas, costuma aparecer como orientação central antes de qualquer compra em grande volume.

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